No início da Metafísica, Aristóteles enfatiza que “todos os homens, por natureza, tendem ao saber”. De forma mais dramática, Sócrates afirma que “uma vida não examinada não vale a pena ser vivida”.
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 Percebe-se, com isso, que o ser humano não nasceu para ter uma vida meramente animal, entretanto para ascender ao conhecimento, cujo exercício deve ser, simultaneamente, autoconhecimento.
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 No mesmo sentido, o padre Sertillanges destaca que a vida intelectual requer continuidade, esforço e penetração, no intuito duma plenitude que responda ao apelo do espírito.
Ademais, ele é incisivo ao mostrar que entende-se por “vida intelectual” não como atividade acadêmica, mas que essa vocação consiste na busca da verdade e que fazemos com o nosso melhor empenho.
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 Entretanto, será que  todos somos chamados à vida intelectual?
Sertillanges mostra-nos que é crucial uma longa reflexão e ser dócil com Deus e com nós mesmos, para, dessa forma, conseguirmos ouvir estas duas vozes, que nos mostram qual o caminho a trilhar.
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 Não obstante, com a escassa ideia de vocação hodiernamente, as pessoas vivem em uma busca desenfreada por prazeres efêmeros que as levam a uma decadência no âmbito do intelecto. ⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀
 Por esse motivo, para o padre Sertillanges, todos que almejam uma vida intelectual séria precisam estar no que ele cognomina como “estado de graça do intelectual”, configurado por atos de recolhimento, pelo silêncio interior e, sobretudo, pela abdicação aos prazeres, tornando-se, livremente, um escravo da Verdade.

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